Jesus Cristo disse: “Quem se enaltecer, será humilhado, e quem se humilhar, será enaltecido.” (Mat. 23:12)
Não Julguem um ao Outro
11 Cessai de falar uns contra os outros, irmãos.
Quem falar contra um irmão ou julgar seu irmão fala contra a lei e julga a lei. Ora, se tu julgas a lei, não és cumpridor da lei, mas juiz.
11 Cessai de falar uns contra os outros, irmãos
Na parte precedente de sua carta, Tiago tratou do problema da soberba e da falta de humildade.
Esta pode ter sido a causa do problema de que passa a tratar agora, a saber, o de falar contra um irmão. (Veja o Salmo 101:5.Quem às escondidas calunia seu companheiro, A este silencio.Quem tem olhos soberbos e coração arrogante,A este não posso suportar.) Visto que Tiago já tratara do assunto de se ‘amaldiçoar’ um irmão, algo que amiúde surge no calor da ira ou de ódio amargo, esta parte deve tratar de outro aspecto duma atitude errada para com um irmão. É a atitude fortemente crítica que agora recebe atenção.
Por dizer “irmãos”, Tiago enfatiza a magnitude do erro. Muitas vezes, é o desejo de se enaltecer que motiva alguém a falar contra outro, rebaixando-o e fazendo-o parecer inferior. O salmista disse a respeito de tal: “Estás sentado e falas contra o teu próprio irmão, e divulgas um defeito contra o filho da tua mãe.” (Sal. 50:20) Também, a atitude autojusta pode fazer com que alguém se incline a ser crítico dos outros, de suas ações e suas maneiras, a ponto de incriminá-los. (João 9:13-16, 28, 34) Não importa qual o motivo, tal conversa derrogatória não tem nenhum lugar legítimo entre irmãos na família da fé. (Veja Levítico 19:16; Provérbios 3:29, 30.) Por causa da pecaminosidade inerente, a tendência humana, nesta direção, é comum, e por isso o conselho de Tiago é de grande valor.
Mas tu, quem és tu para julgares o teu próximo?
A pergunta de Tiago é devastadoramente vigorosa. Realmente, parece incrível que algum humano frágil, errante, imperfeito e pecaminoso consideraria ter o direito e a competência para agir no lugar do Deus infalível em julgar o próximo, quando Deus, por sua Palavra, não o faz. O Filho de Deus, perfeito e sem pecado, declarou repetidas vezes sua aderência cuidadosa e fiel ao que seu Pai dissera, e sua firme recusa de agir ou fazer julgamentos por conta própria. (João 5:30, 45; 7:16-24; 8:15, 16, 26, 28; 12:28-50) Ele diz a nós, discípulos, que, se nós, como criaturas imperfeitas e pecaminosas, não queremos ser julgados e condenados, então não devemos presumir arbitrariamente de julgar e condenar nosso próximo. (Mat. 7:1-5; Luc. 6:37; veja Romanos 2:1-3.)
A pergunta de Tiago encontra paralelo na do apóstolo Paulo, em Romanos 14:4: “Quem és tu para julgares o servo doméstico de outro? Para o seu próprio amo está em pé ou cai.” O amo tem o direito de estabelecer leis para o seu próprio servo, para lhe impor deveres e restrições, para conservá-lo ou para despedi-lo. A qualquer que presumisse de assumir esta responsabilidade, o amo do servo diria de direito: ‘Quem é que pensa que é?’ (Veja Provérbios 30:10; 1 Coríntios 4:1-5.) Sendo assim, o apóstolo prossegue: “Mas, por que julgas tu o teu irmão? Ou, por que menosprezas também o teu irmão? Porque nós todos ficaremos postados diante da cadeira de juiz de Deus.” (Rom. 14:10; veja também os versículos 11 a 13.) O reconhecimento da imparcialidade de Deus no julgamento e de nossas próprias fraquezas os ajudará a evitar sentimentos de auto-justiça e de superioridade para com o nosso próximo. (Veja Jó 31:13-15.)
13 Vinde agora, vós os que dizeis: “Hoje ou amanhã viajaremos para esta cidade e passaremos ali um ano, e negociaremos e teremos lucros”
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